Por muito tempo, Curitiba foi tratada como um mercado secundário nas estratégias das grandes incorporadoras. Um lugar de VGV contenido, perfil conservador, baixa apetência por risco criativo. Esse diagnóstico ainda circula em alguns boardrooms — e quem ainda acredita nele está perdendo terreno. O comprador curitibano de 2025 não é mais o mesmo de 2015. A internacionalização do consumo, a exposição a referências globais via redes sociais e o crescimento de uma classe de ultra high net worth local criaram uma demanda sofisticada que o mercado ainda não aprendeu a servir com consistência. As incorporadoras que chegarem primeiro com narrativa e produto certos vão definir o topo da tabela para os próximos dez anos.